Você está no site de uma corretora, não no site do plano do seu órgão. A Plano Certo Saúde intermedeia planos vendidos no mercado. Plano de autogestão é operado pela própria entidade patrocinadora para os seus vinculados e não passa por corretora. Para pedir o seu, procure o setor de benefícios do próprio órgão.
Se você digitou o nome do plano do seu órgão e caiu aqui, a resposta curta é: não é aqui que se contrata. A resposta útil vem logo depois, porque quase todo mundo que chega assim tem uma alternativa real que ainda não olhou.
Você não paga nada a mais por contratar com corretor
Antes da alternativa, a explicação
O que é um plano de autogestão
É o plano que uma entidade opera para as pessoas ligadas a ela, sem vender para o público. O nome assusta, o funcionamento é simples.
Quem opera o plano
A própria entidade patrocinadora, por meio de uma caixa de assistência, de uma fundação ou de um departamento próprio. Não existe operadora vendendo o produto no mercado, porque o produto não está à venda.
Só quem tem o vínculo exigido no regulamento: servidor, empregado, associado, aposentado e o grupo familiar previsto. Sem o vínculo não há inscrição, e não existe caminho comercial para contornar isso.
A ANS regula e fiscaliza as operadoras de autogestão como regula as demais, com registro próprio e cobertura obrigatória. O que muda é a porta de entrada, não a obrigação de cobrir.
Autogestão é uma das modalidades de operadora reconhecidas na regulação de planos de saúde, ao lado de cooperativa médica, medicina de grupo, seguradora especializada e filantropia. A diferença não é de qualidade: é de quem opera e para quem.
Onde pedir
Os planos que a busca costuma trazer até aqui
Nomes que aparecem nesta busca
Se você procurou por um destes, o pedido é feito na própria entidade, e não em corretora. A lista existe para encurtar o seu caminho, não para oferecer produto.
Planos de autogestão de órgão público federal
Planos de autogestão de estatal e de banco público
Planos de caixa de assistência de entidade de classe que só atende o próprio quadro
Planos de fundação ligada a empresa ou a universidade
Planos de autogestão de tribunal e de casa legislativa
Planos de autogestão do governo local para os seus servidores
O que também não é plano de saúde
Além da autogestão, existe uma categoria que confunde ainda mais, porque é vendida com aparência de plano e não tem cobertura obrigatória nenhuma.
Cartão de desconto em consulta e exame, que não é plano de saúde e não tem cobertura obrigatória
Quem não consegue o plano do próprio órgão costuma ter duas saídas de verdade, e vale colocar as duas ao lado do plano da entidade antes de decidir.
As duas portas que costumam existir
Coletivo por adesão pela sua categoria profissional, quando existe entidade de classe que mantém contrato com operadora
Coletivo empresarial pelo CNPJ, quando existe atividade empresarial real e o prazo mínimo do CNPJ está cumprido
O que cada porta exige de você
Na adesão, comprovação de vínculo com conselho, sindicato ou associação, renovada periodicamente
No empresarial, CNPJ ativo com o tempo mínimo de atividade que a norma exige
Nos dois casos, cumprimento do número mínimo de vidas que cada operadora define por conta própria
Entrar numa dessas portas sem cumprir o requisito é risco real. A norma equipara o contrato irregular a plano individual, e a operadora pode rescindir na comprovação anual de elegibilidade. Vale conferir antes, e não depois.
Seis perguntas antes de trocar o plano da entidade por um de mercado
Se você tem acesso ao plano da entidade e mesmo assim está pesquisando mercado, a comparação honesta não é de preço contra preço. São seis perguntas, e elas costumam mudar a decisão.
O que acontece com o plano da entidade se você sair do vínculo, e se existe condição de permanência
Quem entra como dependente em cada um dos dois, porque as regras costumam ser diferentes
Como é o reajuste em cada um, e quem decide o percentual
Qual é a rede de cada um nos endereços que você já usa
Se existe carência a cumprir na entrada, e se a portabilidade se aplica
Quanto custa para o grupo familiar inteiro, e não só para o titular
Nenhuma dessas respostas sai do site: elas saem do regulamento da entidade e da proposta da operadora, e é por isso que a comparação precisa ser feita com os dois documentos na mão.
Quatro dúvidas de quem procurava o plano do próprio órgão
Porque plano de autogestão não é vendido: é oferecido pela própria entidade patrocinadora a quem tem vínculo com ela. Não existe comissão, não existe proposta comercial e não existe intermediário na operação.
Isso não é limitação desta corretora. Nenhuma corretora vende autogestão, e quem disser que vende está falando de outra coisa, quase sempre de um coletivo por adesão com nome parecido.
No setor de benefícios, de gestão de pessoas ou de recursos humanos do próprio órgão, ou na entidade que opera o plano. É lá que ficam as regras de quem pode entrar, quem entra como dependente e qual é o prazo de inscrição.
Vale perguntar três coisas: se o seu vínculo dá direito, se existe janela de inscrição e o que acontece se você sair do órgão. A terceira é a que mais pega gente desprevenida.
Costuma ser mais barato para o beneficiário, porque parte do custo é bancada pela entidade patrocinadora, e costuma ter rede boa. Em compensação, quem não tem o vínculo não entra, e quem perde o vínculo sai.
Existe também uma diferença jurídica pouco conhecida: o entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça, na Súmula 608, é que o Código de Defesa do Consumidor se aplica aos contratos de plano de saúde, salvo os de autogestão. Vale saber antes de comparar só por preço.
Depende do regulamento da entidade e do tipo de vínculo que você tinha. Em muitos casos existe uma condição de permanência para aposentado ou para ex-servidor, com contribuição integral, e em outros a saída é imediata.
Se a saída for imediata, o caminho para não recomeçar carência do zero é a portabilidade, e ela precisa ser pedida com o plano antigo ainda ativo. O passo a passo está no guia de portabilidade de carências.
Descubra qual porta existe para você
Diga a sua profissão, se você tem CNPJ ativo e quem entra no plano. A gente responde se alguma das duas portas se aplica ao seu caso e, se nenhuma se aplicar, diz isso na primeira conversa em vez de tomar o seu tempo.
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