Aparelho auditivo
Por que o aparelho externo fica fora e o implante coclear entra.
Ver a cobertura de aparelho auditivoQuem procura rinoplastia pelo plano quase sempre precisa de uma cirurgia para respirar melhor. O rol tem um nome para cada uma delas. A parte que só muda o formato do nariz, mesmo feita na mesma cirurgia, não é cobertura.
Qual técnica resolve o caso é decisão do otorrinolaringologista ou do cirurgião. A ficha só mostra onde cada nome está na lista.
Os nomes no rol
| Procedimento | O que faz | Segmentação |
|---|---|---|
| Septoplastia | Corrige o desvio do septo, a parede que separa as duas narinas | Hospitalar e referência |
| Rinosseptoplastia funcional | Corrige septo e estrutura do nariz quando os dois atrapalham a respiração | Hospitalar e referência |
| Turbinectomia ou turbinoplastia | Reduz as conchas nasais, estruturas internas que podem fechar a passagem do ar | Hospitalar e referência |
| Redução cirúrgica de fratura dos ossos nasais | Recoloca os ossos depois de uma pancada, com cirurgia | Hospitalar e referência |
| Redução incruenta de fratura dos ossos nasais | Recoloca os ossos sem corte | Ambulatorial, hospitalar e referência |
| Tratamento de deformidade traumática nasal | Corrige a sequela de um trauma | Hospitalar e referência |
| Tratamento cirúrgico de deformidade nasal congênita | Corrige malformação de nascença | Hospitalar e referência |
Base: Anexo I do rol da ANS, consultado em 24 de setembro.
Função e forma
É comum o cirurgião propor, no mesmo ato, corrigir a respiração e ajustar o formato. A lei separa as duas coisas: a parte funcional pode ser cobertura, e a parte que só muda a aparência cai na exclusão de procedimento estético do artigo 10 da Lei 9.656.
Por isso o pedido que chega à operadora descreve o problema de respiração e usa o nome do procedimento como está no rol. Se houver parte estética combinada, a cobrança dela é conversa entre você e o cirurgião antes da internação, não depois.
O nome pesa. Um pedido escrito só como rinoplastia, sem a palavra funcional nem a descrição da obstrução, abre espaço para ser lido como estético.
Base: Lei 9.656, artigo 10, inciso II. Resolução Normativa 465 da ANS, artigo 12.
Tempo até a cirurgia
Cirurgia de nariz programada segue a carência do contrato, com teto de cento e oitenta dias. Depois da autorização, o prazo máximo depende do regime: vinte e um dias úteis para internação eletiva e dez dias úteis para hospital-dia.
Fratura de nariz por acidente segue outro relógio. Acidente pessoal é urgência pela Lei 9.656, e o atendimento de urgência tem carência máxima de vinte e quatro horas. O guia de urgência e emergência detalha essa regra.
Se o desvio de septo já era conhecido e foi declarado, a cirurgia pode cair na cobertura parcial temporária, que alcança procedimento cirúrgico ligado à condição declarada por até vinte e quatro meses.
Base: Lei 9.656, artigo 12, inciso V, e artigo 35-C. Resolução Normativa 566 da ANS. Resolução Normativa 558 da ANS.
Perguntas frequentes
É, na segmentação hospitalar e no plano referência. A septoplastia está no rol da ANS sem diretriz de utilização, com indicação do médico assistente.
A parte estética não. O plano cobre o procedimento funcional do rol; o ajuste de formato, mesmo na mesma cirurgia, fica fora pela exclusão de procedimento estético.
A norma da ANS só assegura procedimento feito por radiofrequência quando o próprio rol especifica essa técnica. No rol consultado, a turbinectomia ou turbinoplastia aparece sem essa especificação.
Na prática, a técnica escolhida pelo cirurgião muda a resposta, e vale confirmar com a operadora antes de marcar.
Não. Septoplastia, rinosseptoplastia funcional e turbinectomia aparecem no rol só nas segmentações hospitalares e referência. O ambulatorial cobre a consulta com o otorrino e exames como a nasofibrolaringoscopia.
A deformidade traumática nasal tem item próprio no rol. Se a sequela já era conhecida na contratação, ela vai para a declaração de saúde, e a cirurgia pode ficar sob cobertura parcial temporária por até vinte e quatro meses.
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