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Cirurgia plástica reparadora pelo plano: o critério que a norma usa

A pergunta não é se a cirurgia é plástica. É se ela restaura a função de uma parte do corpo lesionada por doença, trauma ou malformação de nascença. Esta página mostra onde a norma escreve isso, o que o rol já lista e o que acontece quando médico e operadora discordam.

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Ficha rápida desta página

  • O critério da normaA ANS chama de estético o procedimento que não visa restaurar a função de parte do corpo lesionada por doença, trauma ou malformação de nascença.
  • Onde a reparadora aparece no rolPelo que faz, não pelo nome de plástica: retalhos, enxertos, cicatriz extensa, reconstrução nasal, fissura labial, reconstrução mamária.
  • Depois da bariátricaO Superior Tribunal de Justiça fixou, em recurso repetitivo, que a plástica reparadora ou funcional indicada pelo médico é cobertura obrigatória.
  • Quando há dúvida sobre ser estéticaNo caso pós-bariátrica, a operadora pode chamar junta médica e pagar os honorários. O parecer contrário não impede a ação judicial.
  • SegmentaçãoCirurgia reparadora com internação pertence à segmentação hospitalar. O plano só ambulatorial não alcança.

Nenhum item da ficha avalia um caso concreto. Quem descreve a função perdida é o cirurgião, no laudo.

Cotação que começa pela segmentação

Os campos tratam de quem vai usar o plano e onde. A indicação cirúrgica fica entre você e o seu médico.

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Reparadora com nome próprio

No rol, a plástica aparece pelo que faz

Quem procura a palavra plástica no anexo do rol da ANS não encontra nenhum item. A cirurgia reparadora está lá com o nome da técnica ou da correção, e quem busca pelo termo errado conclui, também errado, que não há cobertura.

Exemplos de cirurgia reparadora que o rol lista pelo nome, com a origem da lesão que costuma levar a cada uma.
Procedimento do rolOrigem mais comum da lesãoSegmentação
Queiloplastia para fissura labialMalformação de nascençaHospitalar e referência
Palatoplastia com retalho ou enxertoMalformação ou sequela no palatoHospitalar e referência
Excisão e retalhos em ferimentos, cicatrizes ou tumores extensosTrauma, queimadura ou retirada de tumorHospitalar e referência
Enxerto de peleQueimadura ou perda de peleHospitalar e referência
Correção de retração cicatricial em dobras de braços e pernasCicatriz que limita o movimentoHospitalar e referência
Correção de sequela de alopecia traumática com microenxertosTrauma no couro cabeludoHospitalar e referência
Tratamento de deformidade nasal traumáticaAcidenteHospitalar e referência

A lista não é completa. Ela mostra o padrão: onde há lesão descrita e função comprometida, o rol costuma ter um item.

Base: Resolução Normativa 465 da ANS, artigo 17, parágrafo único, inciso II. Anexo I do rol, consultado em 24 de setembro.

Decisão do tribunal

O que o STJ fixou sobre plástica depois da bariátrica

O Tema 1069 do Superior Tribunal de Justiça, julgado pelo rito dos recursos repetitivos, tem duas partes. Na primeira, a cirurgia plástica de caráter reparador ou funcional indicada pelo médico assistente, em paciente pós-bariátrica, é de cobertura obrigatória, por ser parte do tratamento da obesidade mórbida.

A segunda trata da dúvida. Havendo dúvida justificada e razoável sobre o caráter eminentemente estético da cirurgia indicada, a operadora pode usar a junta médica, desde que pague os honorários. Se o parecer for contrário, o beneficiário mantém o direito de ir à Justiça, e o juiz não fica preso a ele.

Tese de recurso repetitivo orienta os tribunais do país, mas não é norma da ANS nem autorização automática. O que muda é o peso da discussão quando a negativa acontece.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça, Tema repetitivo 1069, Segunda Seção, com trânsito em julgado registrado na página oficial de precedentes, consultada em 24 de setembro.

Antes de enviar o pedido

O que ajuda e o que costuma derrubar

O que fortalece o pedido

  • Laudo que descreve a função comprometida, e não só a aparência
  • Registro da origem da lesão: doença, acidente, queimadura ou malformação de nascença
  • Exames e registros que o cirurgião julgar pertinentes, anexados ao pedido
  • Nome do procedimento como ele aparece no rol, quando existe

O que costuma levar à negativa

  • Pedido que fala em melhorar contorno ou aparência
  • Cirurgia pedida num plano só ambulatorial
  • Técnica fora do rol sem os cinco requisitos do Supremo Tribunal Federal
  • Cirurgia marcada ainda dentro da carência do produto

Se a negativa chegar, o guia de negativa de cobertura separa a recusa que a norma sustenta da que costuma ser indevida.

Perguntas frequentes

Cinco dúvidas sobre reparadora e estética

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As páginas que completam esta decisão

Duas plásticas com regra própria no rol e o desempate entre médico e operadora.

Escolha a segmentação que alcança a cirurgia

Sem segmentação hospitalar, nenhuma discussão sobre reparadora chega ao centro cirúrgico. A gente compara as linhas de produto com internação na sua cidade, sem perguntar sobre o procedimento.

Você não paga nada a mais por contratar com corretor. A remuneração vem da operadora e já está dentro da mensalidade que ela cobra de qualquer jeito.

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