Doença crônica
Diabetes, hipertensão e doença renal na entrada do plano, com o que fica suspenso e o que segue coberto.
Ver a página de doença crônicaA sessão de hemodiálise está na lista mínima da ANS em todas as segmentações de atendimento médico, até no plano só ambulatorial. O que decide o começo do tratamento é outra coisa: carência, cobertura parcial temporária e a clínica de diálise estar na rede do produto.
A ficha resume o rol. O plano de tratamento, a frequência das sessões e a modalidade de diálise saem do nefrologista que acompanha o caso.
Peça por peça
| Item do rol | Segmentações | Alta complexidade |
|---|---|---|
| Hemodiálise crônica | Ambulatorial, hospitalar e referência | Sim |
| Hemodiálise contínua | Ambulatorial, hospitalar e referência | Não |
| Diálise peritoneal ambulatorial contínua, com o treinamento | Ambulatorial, hospitalar e referência | Sim |
| Diálise peritoneal automática | Ambulatorial, hospitalar e referência | Sim |
| Construção de fístula arteriovenosa | Ambulatorial, hospitalar e referência | Não |
| Implante cirúrgico de cateter de longa permanência para hemodiálise | Só hospitalar e referência | Não |
| Implante ou retirada de cateter peritoneal | Só hospitalar e referência | Sim |
A leitura prática: um plano só ambulatorial paga a sessão, mas não o implante cirúrgico do cateter de longa permanência nem o do cateter usado na diálise peritoneal. Quem contrata só ambulatorial para economizar deixa um buraco justamente no acesso por onde a diálise acontece.
Plano hospitalar e plano referência cobrem as duas pontas. A diferença entre segmentações está detalhada no guia do que o plano cobre.
Base: Anexo I do rol de procedimentos da ANS, Resolução Normativa 465 e atualizações, consultado em 24 de setembro. Lei 9.656, artigo 12, incisos I e II.
Na hora de contratar
Para quem já faz diálise, esse é o ponto que mais pesa: antes de comparar operadoras, vale saber se a entrada será por um contrato em que a cobertura parcial temporária não se aplica, ou se o tempo de um plano atual pode ser levado pela portabilidade de carências.
Base: Lei 9.656, artigo 11 e artigo 12, inciso V. Resolução Normativa 558 da ANS, artigos 2º e 6º. Resolução Normativa 557 da ANS, artigo 7º. Resolução Normativa 566 da ANS.
Tratamento em curso
A Resolução Normativa 465 da ANS trata hemodiálise e diálise peritoneal como procedimentos contínuos. A operadora tem de assegurar a sequência do tratamento conforme a prescrição do médico assistente, e o prazo máximo de atendimento não volta a correr a cada sessão.
Isso não prende o paciente a um endereço. A clínica pode mudar dentro da rede; o que a norma garante é que o tratamento não pare por causa da troca.
Quem troca de plano no meio do tratamento corre outro risco. Entrar num contrato novo sem portabilidade recomeça a carência e traz de volta a declaração de saúde. Pedida antes de assinar, a portabilidade evita isso, e quem cumpriu cobertura parcial temporária precisa de três anos no plano de origem para usá-la.
Base: Resolução Normativa 465 da ANS, artigo 16. Regras de portabilidade da ANS, Resolução Normativa 438.
Perguntas frequentes
Cobre a sessão. A hemodiálise crônica tem a marcação da segmentação ambulatorial no rol, e a Lei 9.656 inclui nessa segmentação os tratamentos ambulatoriais pedidos pelo médico assistente.
Ficam de fora as peças que dependem de internação, como o implante cirúrgico do cateter de longa permanência. Uma internação por intercorrência também não entra num plano só ambulatorial.
Pode ficar, por até vinte e quatro meses, se a condição for declarada e a operadora aplicar a cobertura parcial temporária. A hemodiálise crônica é marcada como alta complexidade, justamente o grupo que essa suspensão pode atingir quando ligado ao que foi declarado.
A outra saída prevista em norma é o agravo, um acréscimo na mensalidade para ter a cobertura integral antes desse prazo. Omitir a condição não resolve: dentro dos vinte e quatro meses a operadora pode abrir processo por fraude na ANS.
A lei não fixa teto, e o item do rol não tem diretriz de utilização. A frequência das sessões sai da prescrição do nefrologista.
Se o contrato tem coparticipação, ela pode incidir em cada sessão, e num tratamento de várias sessões por semana essa cláusula pesa. O guia de coparticipação mostra o que ler na proposta.
Pode, porque a rede credenciada é lista que muda ao longo do contrato. O que ela não pode é interromper o tratamento: a Resolução Normativa 465 da ANS manda assegurar a continuidade de procedimentos contínuos como a hemodiálise, conforme a prescrição.
Antes de assinar, a pergunta útil é quantas clínicas de diálise a linha de produto tem na sua cidade, e não só se existe uma.
Não como promessa. Carência menor aparece em duas situações: por norma, como no contrato empresarial com trinta vidas ou mais para quem entra em até trinta dias, ou por oferta comercial de uma operadora, que muda e precisa estar escrita na proposta.
O papel da corretora é mostrar qual das duas está ao alcance do seu perfil de contratação.
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Uma trata da contratação com doença crônica, outra do cuidado que sai do hospital.
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Ver a cobertura de home careOs vinte e quatro meses e os três tipos de procedimento que a suspensão alcança.
Ler o guia de cobertura parcial temporáriaMande a cidade e a forma de contratação. A gente levanta em quais linhas de produto há clínica de diálise credenciada perto de você e qual contrato tem a regra de entrada mais favorável.
Você não paga nada a mais por contratar com corretor. A remuneração vem da operadora e já está dentro da mensalidade que ela cobra de qualquer jeito.