Quanto custa um plano de saúde
Os fatores que formam o preço e por que o valor do anúncio raramente é o seu.
Ver o que forma o preçoNão existe plano popular no registro da ANS. Existe plano com menos coisa, e cada coisa a menos tem um custo que só aparece no dia em que você precisa. Esta página mostra as cinco escolhas que baixam a mensalidade e o piso que nenhuma delas atravessa.
Nenhum valor aparece aqui. A diferença entre as escolhas muda com a idade, a cidade e a operadora, e só a proposta mostra o número.
O que o contrato diz no lugar de popular
A Lei 9.656 lista, no artigo 16, o que todo contrato precisa trazer com clareza. Entre os itens estão a forma de contratação, a coparticipação ou franquia, a área geográfica de abrangência e o número de registro do produto na ANS. A palavra popular não aparece na lista.
Na prática, é na proposta que o plano mostra o que é. Leia estes pontos antes de comparar mensalidade:
As cinco escolhas que baixam a mensalidade
| Escolha | O que muda no contrato | O que você perde | Onde ler o detalhe |
|---|---|---|---|
| Só ambulatorial | Sai a internação | Cirurgia com internação, UTI e parto ficam de fora | Plano ambulatorial |
| Coparticipação | Parte do custo passa para cada uso | Cada consulta e cada exame geram cobrança extra no mês | Plano com coparticipação |
| Área menor | A rede fica restrita a uma cidade ou a poucas | Fora da área, sobra o reembolso de urgência pela tabela do produto | Abrangência municipal |
| Rede própria | A operadora atende em unidades que ela administra | Menos opção de hospital, de clínica e de médico | Guia de rede credenciada |
| Enfermaria | A internação é em quarto coletivo | Você divide o quarto com outros pacientes | Acomodação em enfermaria |
A ordem da tabela não é ranking de economia. Quanto cada escolha reduz depende do produto, e a mesma escolha pesa diferente em operadoras diferentes.
O que nenhum plano pode tirar
Quando a soma de cortes sai mais cara
Cada escolha faz sentido sozinha para algum perfil. O problema aparece quando todas entram no mesmo contrato para caber num número. Um plano só ambulatorial, com coparticipação alta e área de um município, tem a menor mensalidade da tabela e pode ter o maior custo do ano para quem usa.
A pergunta que ajuda é a inversa: do que você não abre mão? Quem quer internação garantida mantém a segmentação hospitalar e corta na acomodação ou na área. Quem quase não usa e quer só consulta e exame pode ficar no ambulatorial e manter a mensalidade sem cobrança por uso.
Cartão de desconto é outra coisa. Ele negocia preço de consulta e exame, mas não é plano de saúde e não tem nenhuma das garantias do piso acima. O que forma o preço de um plano, fator por fator, está em quanto custa um plano de saúde, e o que cada segmentação cobre está no guia do que o plano cobre.
Perguntas frequentes
Não com esse nome. A ANS registra cada produto pela segmentação, pela área de cobertura, pela acomodação e pela forma de contratação, e popular não é nenhuma dessas categorias.
Quando um anúncio falar em plano popular, peça o número de registro do produto na ANS. É ele que mostra o que está sendo vendido de fato.
Não por ser mais em conta. Os tetos de carência da Lei 9.656 são os mesmos para qualquer plano: vinte e quatro horas para urgência e emergência, cento e oitenta dias para os demais casos e trezentos para parto a termo.
A operadora pode pedir menos, nunca mais. As situações em que a carência cai estão no guia de carência.
Não é pior por definição, é menor em escolha. Na rede própria, a operadora atende em hospitais e clínicas que ela mesma administra, e você escolhe dentro dessa lista.
A garantia de atendimento e os prazos máximos da ANS valem igual. Como conferir a rede antes de assinar está no guia de rede credenciada.
Dá, mas a troca tem regra. Levar a carência para um plano com coberturas que o seu não tinha, pela portabilidade, exige pelo menos dois anos no plano de origem.
Antes disso, o que o plano novo cobre a mais pode vir com carência. O passo a passo está no guia de portabilidade de carências.
Vale para quem faz poucas consultas e exames no ano e não quer internação no contrato. Para quem já sabe que vai usar com frequência, a conta chega duas vezes: na mensalidade e em cada uso.
Os limites que a Justiça já colocou na coparticipação estão em plano com coparticipação, e o que o recorte sem internação alcança está em plano ambulatorial.
Continue por aqui
O preço, o recorte mais enxuto e um perfil que costuma chegar aqui.
Os fatores que formam o preço e por que o valor do anúncio raramente é o seu.
Ver o que forma o preçoConsulta, exame e terapia sem internação, e para quem esse recorte fecha a conta.
Ver a página do plano ambulatorialQuem não tem empresa por trás e precisa decidir com o orçamento apertado.
Ver a página de empregada domésticaCom a cidade, a idade de quem entra e o que o plano precisa ter no mínimo, dá para comparar as combinações que cabem no orçamento sem cortar o que importa para você. Nenhuma pergunta sobre saúde.
Você não paga nada a mais por contratar com corretor. A remuneração vem da operadora e já está dentro da mensalidade que ela cobra de qualquer jeito.